Marketing digital nas eleições

Estamos próximos às eleições e algumas matérias estão falando sobre o que pode e o que não pode ser feito com relação à divulgação dos candidatos e como deve ser o uso do marketing digital no período eleitoral. Exceto na internet. Desde as manifestações em 2013 e posteriormente com os escândalos de corrupção que emergiram, a política ganhou muito mais notoriedade nos “textões” de Facebook e foi disseminada em larga escala nas redes sociais.

De certa maneira isso fez os brasileiros pensarem e discutirem mais o assunto, além de definirem mais fortemente suas ideologias políticas. Estes meios foram utilizados timidamente nas últimas eleições no Brasil, mas prometem vir com força em 2016.

MARKETING DIGITAL NAS ELEIÇÕES AMERICANAS

Nos Estados Unidos as redes sociais são utilizadas com maestria desde a eleição de Obama em 2008.

Na disputa deste ano, o destaque da internet foi Bernie Senders e em seguida o bilionário Donald Trump. Ambos usaram e abusaram das redes sociais, incluindo em suas estratégias Snapchat, Facebook, Twitter, Periscope entre outros. Apesar de não estar mais na corrida, Sanders, bem como Trump que ainda disputa, foram bem sucedidos em suas campanhas. E isto porque souberam usar cada uma destas redes.

Sanders era o candidato preferido entre os jovens e as minorias e, consequentemente, o que melhor trabalhou sua campanha na internet. Seu crescimento nas pesquisas se deveu muito a isso. Hoje não há como conversar com este tipo de público deixando de lado os canais online. O que os políticos no Brasil precisam aprender para esta campanha com relação à sua presença digital é que seu principal alicerce é o conteúdo.

COMO É A LEI DO MARKETING DIGITAL NO BRASIL?

Isto porque a lei eleitoral no Brasil não permite qualquer tipo de veiculação publicitária na internet, mesmo que veiculada gratuitamente por qualquer site. A multa para quem desrespeitar pode variar de cinco a trinta mil reais (Lei nº 12.034, de 2009).

Os anúncios feitos na internet são extremamente segmentados. São baseados em nossa faixa etária, sexo, localização e até mesmo em interesses como cozinhar, pedalar, time de futebol, cerveja preferida etc.

Estas informações são disponibilizadas por nós mesmos conforme utilizamos a internet; pelas páginas que curtimos no Facebook e sites que acessamos, por exemplo. Se fosse possível utilizar isso em uma campanha política, de fato seria preocupante. Nossas redes sociais, e-mails e até mesmo buscadores como o Google estariam minados de propagandas eleitoreiras.

O QUE FAZER ENTÃO?

Com essa proibição, todo conteúdo político veiculado na web não possui divulgação paga, apenas orgânica (de forma espontânea). Em outras palavras, as publicações devem ser muito boas para alguém curtir, compartilhar ou comentá-la de forma positiva. Quanto mais isso acontece, mais elas vão aparecendo para outras pessoas, pois as redes sociais começam a entender que este conteúdo é relevante para outros usuários também.

O X da questão no marketing digital nas eleições é saber aliar a plataforma com o tipo de conteúdo, conhecendo suas peculiaridades, tom de voz e segmentação de público. Estar presente em todas as redes possíveis pode ser atrativo, mas também pode se tornar um grande problema caso não seja trabalhado de forma correta.

Uma rede social é um canal de diálogo direto com o eleitor. Se o candidato não tiver recursos suficientes – financeiros e mão-de-obra qualificada – para gerir isso, deve focar naquilo que consegue atender. Não se pode esquecer que planejamento também é fundamental para o sucesso no mundo digital. Assim como em qualquer negócio, não há como chegar ao destino sem conhecer o caminho. Pode-se até chegar, mas a diferença é quem chega primeiro.

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