Fernando Kimura – Neuromarketing

Fernando Kimura é uma das grandes referências do Neuromarketing e trabalha há muitos anos no mercado de tecnologia, em empresas como Oracle e Microsoft.
fossil digital

https://www.linkedin.com/in/fernandokimura/

Para entender o Neuromarketing e o que leva as pessoas a consumirem, precisamos ir a fundo no que motiva o consumidor.

O poder da influência está no meio de nós. Desde pequenos somos estimulados a consumir, desde o amiguinho que na creche tem um brinquedo que você deseja, até o amigo coroa que tem uma BMW antes dos 50. Os estímulos estão em toda parte.

Hoje os produtos não são mais feitos para durar. Eles possuem obsolescência programada com o intuito de vender mais. Os telefones da Apple poderiam entregar  todas as tecnologias possíveis em um único modelo, mas eles mantêm sempre alguma novidade para o modelo seguinte para que as pessoas tenham motivos para trocar de celular todo ano.

As marcas estão cada vez mais tentando usando do marketing sensorial para atrair clientes.

Alguns exemplos de empresas que usam os sentidos para atrair e fidelizar consumidores, além de tornar a sensação como parte da sua marca:

Visão

As grandes grifes na Times Square em Nova York.

Audição

Não lembro o exemplo que ele deu na palestra, mas indo nessa linha, há uma rede de mercados no Paraná que criou uma vinheta em suas peças de rádio e TV que é bastante sutil, mas que toda vez que toca, sabemos que virá um comercial deles. 

Paladar

O Mundo de Chocolate Lugano, que é o museu de chocolate localizado em Gramado no Rio Grande do Sul, usa no final do passeio o paladar para estimular as pessoas a consumirem mais tarde, na sua loja de produtos. Todos os visitantes do museu, chegam a uma sala que podem comer vários chocolates e até tomar alguns. Após toda essa degustação, saem direto para a loja do museu.

Tato

O festival Happy Holi e a corrida das cores, são dois eventos que as pessoas vão com roupas brancas e recebem vários pós coloridos para jogarem uma nas outras e passar por uma experiência mais feliz e divertida.

Olfato

Além da conhecida M. Martan, lembra daquele amendoim cheiroso dos aeroportos? Não há como esquecê-lo, é o Nutty Bavarian, que além do aroma delicioso ainda é muito gostoso.

Uma empresa que explora diversos sentidos é a Farm. Eles deixam o ambiente sempre quente para simular o Rio de Janeiro (tato), possuem um aroma específico desenvolvido para a marca (olfato), as vitrines são extremamente atrativas e coloridas (visão) e possuem uma rádio própria (audição).

Novas Narrativas

As marcas estão cada vez mais apostando em novas narrativas e deixando de lado trabalhar somente com “lançamentos, novidades e promoção”. Um exemplo, é o uso de narrativas sociais, para gerar identificação com o público e engajamento. A marca mexicana de telefonia, Movistar, colocou em pauta em um vídeo chamado “Love Story”, a pedofilia, que muitas vezes começa pela internet. Assista ao vídeo: 

Lowsumerism

Esse conceito traz à tona a redução do consumo e a busca de alternativas para viver apenas com o necessário. Comprar não é sinônimo de satisfação — cai por terra a ilusão provocada pelo consumismo e entra em vigor uma tomada de consciência.

Contágio social

Mais uma prova de que o poder de influência está no meio de nós são os fidget spinners, aquele brinquedo que gira e não faz mais nada. Ninguém sabe sua origem, mas bastou uma criança levar para a escola e todas as outras quererem um igual.

Recompensas

Para todo consumo, temos recompensas inconsciente de longo prazo, imediatas ou variáveis. A primeira pode ser ilustrada pelos cartões fidelidade dos restaurantes, em que a cada 10 refeições, você ganha uma. A segunda é qualquer tipo de compra em que você deseja muito algo e adquire naquele momento. O problema é que a euforia desse desejo é tão passageira quanto a aquisição. No último caso, podemos ilustrar com os caça níqueis, em que a pessoa joga, mas não sabe quando vai ganhar, se é que vai.

Outra maneira de atingir o inconsciente do consumidor e até aumentar o valor percebido do produto é apostar em cores escuras, pois remetem ao luxo. Basta embalar bem, que as pessoas comprarão. Para exemplificar, a Nestlé lançou a linha italiana de Gelatos, com essa embalagem:

O resumo disso tudo é que as emoções são de fato decisivas no processo de compra do consumidor. Saiba como utilizá-las em seu produto/serviço e suas vendas serão muito mais efetivas.

*as informações contidas no texto foram interpretadas pela equipe da Fóssil e podem ter variações com relação ao conteúdo abordado pelo palestrante.

 

Entre em contato